Borboletas



Eu devia  estar presa. A causa: matei todas as borboletas da minha barriga.
Não é algo que eu me orgulho, mas foi preciso. Eu não suportei todos aqueles gritos contidos, as palavras que foram emudecidas, os amores que sempre esfriaram.
Eu precisava de algo concreto. Sólido. As borboletas sempre atrapalharam. Sabe quando diz que o amor é cego, então, as borboletas que são cegas. Na verdade, elas são loucas. Elas te fazem acreditar que só se manifestarão pela pessoa que realmente merecer, mas ai, elas se agitam até por quem não sabe teu nome.
Esse é o problema: elas não sabem a hora de ficarem quietas. Elas preferem se mostrar vivas sem se importar que vá doer mais á frente.
Eu não me arrependo. Matei uma por uma. Se minha sentença for conviver na dúvida, sem ter elas se agitando para comprovar algo, eu aceito. Sei, que se fazer a escolha certa borboletas novas irão nascer.
Rezo para que elas sejam lúcidas.

4 comentários:

  1. Textos muito bom sempres. Adorei! Mas ainda prefiro elas vivas! :)


    Beijinhos
    n. // www.fashionjacket.com.br

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  2. Ameeei o post e o blog! Bjj <3

    http://blogbaudefeminices.blogspot.com.br/

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  3. Nossa, que complicado. É difícil controlar essa situação, realmente, mas matar borboletas é triste, mesmo que metaforicamente hahah
    E essa ilustração? Amei


    Beijos
    Brilho de Aluguel

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  4. otimo! É seu mesmo o texto?

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